Brasil (kath.net)
Mais uma vez a fé católica e a Igreja são ridicularizadas pelos
artistas. Desta vez é uma peça que está em cartaz, no Teatro Goldoni em Brasília, até o dia 6 de abril. A peça com o título “Nunca fui santo” é uma
comédia que, a julgar pelo conteúdo do material de divulgação faz piada
com a sagrada Eucaristia e ridiculariza a fé dos católicos. Tem a
direção de Sergio Sartório.
O cartaz de propaganda da peça mostra um homem vestido de sacerdote, com um crucifixo pendurado ao pescoço, segurando numa das mãos um recipiente em forma de cálice cheio de preservativos; e, na outra, como se estivesse oferecendo uma hóstia, uma camisinha. No verso, ao lado de um homem fantasiado de freira, há uma embalagem de preservativo com a mesma imagem do anti-verso e a inscrição “Mistérios Gozosos”.
Na referida peça, a Sagrada Escritura é motivo de escárnio, com simulação pelos atores de excitação e sexo de padres ao lerem a Bíblia, objetos considerados sagrados pela comunidade católica são apresentados com deboche, o cálice com preservativos, a hóstia referenciada pelos católicos é zombada, o vinho é citado como bebida vagabunda e rala, a figura do sacerdote é apresentada como pedófilo com o menino Jesus.
É doloroso ver que os valores mais sagrados de nossa fé, a Eucaristia, o sacerdócio, enfim, o próprio Senhor Jesus Cristo, são desrespeitados e ofendidos de maneira tão ofensiva, tão baixa e grotesca.
Todo ato que agride os valores cultuados pelas várias religiões não goza de amparo constitucional, pois caracteriza nítida ofensa a direitos consagrados pela Lei Maior. A liberdade de expressão, assim como qualquer direito individual, não é ilimitada. A manifestação da expressão artística que afronta uma crença religiosa e os valores éticos sociais não pode ser considerada legítima nem juridicamente válida. A Constituição Federal garante a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença (liberdade religiosa) e o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família, nos termos do art. 5º, VI e art. 221, IV.
A liberdade não pode ser confundida com libertinagem; posso, por exemplo, dar socos no ar à vontade, mas até não atingir o nariz do meu irmão. Pregar a liberdade de expressão sem respeitar os direitos dos outros, equivale a perversão intelectual e volta à barbárie.
Os católicos, respeitosamente, devem entrar em contato com essas empresas patrocinam esta peça, como também com a direção do citado teatro, para lhes dizer que nos sentimos ofendidos com esse tipo de coisa, e dizer que a persistir essa peça, não usaremos seus serviços.
Mais uma vez a nossa fé e a nossa Igreja são ofendidas, e parece que acontece de propósito no solene e importantíssimo Tempo Pascal, para provocar escândalo e chamar a atenção. Então, não devemos dar ocasião à violência e ao desrespeito, mas devemos protestar civilizadamente.
Sabemos que o Senhor Ressuscitado, vitorioso e imortal, caminha conosco. Lutemos por Ele e com Ele!
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